Luís Mouzinho, 27 anos

Luís Mouzinho, 27 anos. Natural da Golegã. É actor de teatro. Perguntei-lhe quando e como é que tudo começou. “Lembro-me como se fosse hoje, estava no 9º ano. Fomos ver o Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente. Foi nessa altura que senti um ‘click’. Acho que a minha maneira de ser e a minha atitude mudaram imediatamente”, respondeu-me. Concluiu o 12º ano, em Humanidades, com a orientação dos professores decidiu seguir teatro. Perguntei-lhe, então, qual a reacção dos pais. “Na altura a minha mãe não achou piada, mas quando eu já estava no curso percebeu que eu sabia bem o que queria, mas mais tarde, começou a apoiar-me”. Depois de concluir o curso integrou uma companhia de teatro no Alentejo, que entretanto, por falta de apoios, teve de encerrar. “Naquela altura senti uma revolta enorme. Custou muito ver uma companhia de teatro, com alguns anos, encerrar. Havia pessoas que podiam ter feito mais pela companhia e não o fizeram”. Recorda, com alguma emoção, os colegas que tiveram de deixar a profissão. “Felizmente, no meu caso, consegui um trabalho temporário, em Lisboa”. “Entretanto, recebi um telefonema, com o convite para vir trabalhar para a Companhia Leirena, em Leiria, onde estou actualmente. Tive a sorte de continuar a trabalhar no ramo e com pessoas que conheço”. Luís gostava de, um dia, poder ter a oportunidade de experimentar fazer televisão ou cinema. Por estes dias continua dedicado à Companhia Leirena, onde quer continuar. Tem os olhos e o coração postos no projecto em que está inserido, com o objectivo de dinamizar a companhia e tentar trabalhar com a comunidade, de modo a criar proximidade. Perguntei-lhe que ambição tem para o futuro. “Gostava de um dia ter o desafio de experimentar fazer televisão ou cinema. Quero também escrever peças, mas para isso necessito de prática, apesar de já o estar a fazer. Tenho o prazer de já ter escrito 3 peças”.

Leiria, 15 Janeiro 2016
Rui Miguel Pedrosa


Rui Miguel Pedrosa

Retratos e histórias por Miguel A. Lopes / Rui Soares / Rui Miguel Pedrosa / João Porfírio .

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